Os espartilhos ou roupas íntimas com as mesmas características do espartilho são encontradas em sítios arqueológicos na Inglaterra desde o período neolítico. Posteriormente os espartilhos também são encontrados em civilizações antigas como Creta, Egito, Roma, Grécia e Assíria.

Foi aproximadamente na década de 1530 que surgiu o primeiro espartilho ou corpete como também é conhecido, como uma peça separada do vestuário. Ele agora poderia ser utilizado sob a roupagem exterior.
As mulheres francesas utilizavam no século 16 os mais apertados corpetes que eles chamavam de “corpo melindre”, tornando a forma mais fina e delicada. Era uma peça que era apertada por trás, ajudando a mostrar a forma do busto.
Ao pensar no vestuário feminino obrigatório do século 16, a primeira peça que se vem a mente é o espartilho. O espartilho representa uma mudança fundamental no conceito do vestuário e da alfaiataria, em vez de moldar a roupa do corpo, tal como tinha sido feito durante toda a Idade Média, o corpo começou a se conformar com a forma, ou seja, a “moda” começou a ditar a forma do corpo.
Segundo Drea Lead, não é verdade o mito que no século 16, o espartilho foi criado para desenhar uma cintura e criar uma figura “ampulheta”. Na verdade ele foi projetado para moldar o tronco em uma forma cilíndrica, e para levantar o busto. Há, segundo a autora, uma referência no século 16 de que uma pequena cintura estaria na moda, mas não uma cintura tão minúscula como o mito que se é contado.
Durante o século 16, os espartilhos eram confeccionados de lençóis de algodão e, após 1570, ou, no caso da nobreza, uma camada exterior de couro, cetim e seda ou de outras camadas de roupa. Para reforçar a estrutura eram utilizados barbatana de baleia, chifre e palhetas. Essa estrutura era embutida no canal entre as camadas exteriores e interiores do espartilho. Também podia ser aplicado rendas ao espartilhos, através de ilhós armado ou costurado. O espartilho podia também ser fixado a um pequeno saiote através de ilhós ou costurado.

Dread Lead diz que constam informações sobre a história da confecção do espartilho no século 16, das quais podemos tirar algumas conclusões segundo a autora. A estrutura do espartilho era feito em três partes: duas frontais e uma peça atrás nas costas. Todas feitas separadamente, os cordões costurados juntos ao longo das costas. Essa técnica permitia a facilidade da variação do tamanho das peças, pois você tinha a opção de ajustar caso o corpo ganhasse ou perdesse peso.
Antes de 1910 os corpetes, em sua maior parte, eram criados para encaixar muito bem, moldar o seu corpo para se conformar com a silhueta ideal da época.
Outro mito comum gira em torno de um terrível incômodo dos espartilhos do século 19. O espartilho Isabelino comumente usado na Inglaterra, quando usados do modo correto é bastante confortável.
Com o advento da lycra e outros tecidos confortáveis, pode nos parecer difícil compreender exatamente como era vestir um espartilho antigamente.
Na década de 1830, o espartilho foi pensado como uma necessidade médica. Acreditava-se que a mulher era muito frágil. Desde muito jovens as meninas precisam utilizar essa peça do vestuário.
As mulheres eram consideradas como o sexo mais fraco, pois suas mentes e corpos eram fracos. Então, o espartilho era considerado moralmente necessário. Se as mulheres o usavam apertados era considerado uma atitude virtuosa, se era usado de forma mais solta provavelmente a moral desta mulher era “duvidosa”.
Mulheres que não faziam parte da nobreza, em sua maioria trabalhadoras braçais (exceto quando vestidas para ocasiões especiais) não precisavam passar pelo desconforto de corpetes apertados. Eles usavam roupas mais simples, corpetes mais flexíveis e com menos peso. O mesmo não era admitido para a nobreza.
Quando se fala em espartilho, o período mais interessante da moda é o período de 1820 até 1910. Sabemos que essa peça é muito mais antiga que isso. Na Europa, em geral, tem sido usado como uma roupa de baixo desde a Idade Média, mas ele provavelmente datas vários milhares de anos atrás. O espartilho tem sido utilizado em todos os momentos para moldar o corpo, na maioria das vezes para comprimir a cintura, mas às vezes para aumentar o busto.
O uso mais amplo de corpetes era no século 19º . Contrariamente à crença comum, quase todas as mulheres não importando a classe social usavam corpetes naqueles tempos. A moda era ditada pela nobreza, sendo eles os principais utilizadores de espartilhos.
Qual era a medida mediana dos corpetes? Há relatos de corpetes entre 18 a 14 polegadas, no entanto acredita-se que muito disso era mito, pois a maioria das peças encontradas hoje em museu medem aproximadamente entre 20 a 22 polegadas.
No século 20 º a Madona trouxe novamente a tona, como um símbolo de sensualidade e erotismo o uso de corpetes e espartilhos. As mulheres atualmente podem abusar do uso de belíssimas lingeries, além de ser um adorno para a beleza feminina funciona como uma bela arma de sedução.

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Fonte de imagens:
http://www.elizabethancostume.net/index.html
http://www.martacampos.com.br
Fonte:
http://www.essortment.com/all/historyofcors_rmue.htm
http://www.victoriaspast.com/DressingRoom/corsethistory.htm
http://www.elizabethancostume.net/corsets/history.html
http://laracorsets.com/History_of_the_corset_001_Start_page.htm